quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SÃO GONÇALO: Caso de intolerãncia, homofobia, preconceito e discriminação por Candidato

VEJAM COMO AS MÁSCARAS CAEM ...

Recebi o relato por email e como cidadão, negro, da religião de matriz africana, ex-coordenador da Ceppir de Niterói, militante do movimento negro e defensor da bandeira de valorização em defesa da liberdade cultural e religiosa não poderia me calar.

"O fato ocorreu na noite do último sábado (24/7) em pleno restaurante Habibs de São Gonçalo, localizado no bairro do Mutondo. Ao perceber a presença do deputado estadual e candidato à reeleição, o motoboy Luís Eduardo Galvão decidiu enviar-lhe um bilhete, cobrando providências em relação ao Pronto Socorro da cidade – Márcio é ex-secretário de Saúde do município – e existe um buraco aberto em sua rua pela Prefeitura, o qual tem atraído insetos para o local. “Não temos muitas oportunidades de ver Aparecida ou o irmão, então decidi aproveitar a chance. Tive um problema este ano no Pronto Socorro, quando precisei de médico”, diz Luis Eduardo, que terminava o bilhete lamentando a má gestão da prefeita e dizendo que nunca mais votaria na família Panisset, como havia feito em eleições anteriores. Segundo o relato do rapaz, o deputado então levantou-se de sua mesa, caminhou até ele e disse:

“Você é homem? Quem você pensa que é?”

“Sou um cidadão desta cidade que votou no senhor na última eleição”,respondeu Luis Eduardo.

“Eu pedi seu voto? Pega o seu voto e enfia no c..., pois disso você entende muito bem, seu veado!”
Gritou Márcio, percebendo a homossexualidade de Luis Eduardo (o motoboy, homossexual assumido).

E vendo que Luis Eduardo estava todo de branco, completou para um de seus seguranças: “Todo veado é macumbeiro”.
E, em tom de ameaça, bateu no ombro do motoboy e disse, irônico:

“De hoje em diante eu vou ser o seu anjo da guarda”.

Pessoas que estavam no drive-thru do restaurante viram quando, ao sair, o deputado e seus seguranças anotaram a placa da moto de Luis Eduardo.
O motoboy dirigiu-se então à delegacia do Alcântara e prestou queixa contra as agressões verbais de Panisset, não sem antes esbarrar em uma certa resistência do plantonista da 74ª DP, que tentou, sem sucesso, demovê-lo da ideia o tempo todo, segundo a vítima.
Com o B.O. nas mãos, Luis Eduardo dirigiu-se, na segunda-feira (26/7) ao recém-inaugurado Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT e de Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH),localizado no prédio da Central do Brasil, onde apresentou queixas de homofobia e intolerância religiosa contra Panisset.
Na terça-feira, 27 de julho, dirigiu-se à Corregedoria da Alerj e conversou com o deputado Luís Paulo (PSDB), corregedor da Assembléia. Pessoas presentes ao ocorrido, entre elas clientes e empregados da casa, aceitaram testemunhar a favor de Luís Eduardo em audiência marcada para o dia 29 de setembro.

TEMOS que ter a iniciativa que dá voz e notoriedade A TODO TIPO DE DISCRIMINAÇÃO, PRECONCEITO, INTOLERÂNCIA contra os direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis, usuários de drogas, indigenas e ao povo da religião de matriz africana que há muito vem sendo perseguido.
Eleitor, a máscara deste candidato caiu, ainda bem, imagine tê-lo como representante do povo!!!!!
SOU DE AXÉ!

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