domingo, 30 de novembro de 2008

2008 - Semana da Consciência Negra de Niterói

No dia 19, quarta-feira, abrindo a Semana da Consciência Negra de Niterói, o III Encontro de Saúde no Axé, discutiu a saúde nos terreiros: Um outro conceito , Cidadania, Gênero, etnia, racismo e Religião.
Já no dia 20 o Teatro Popular, no Centro da cidade, foi palco de várias atividades gratuitas, durante toda a tarde, com o evento "Niterói Festeja Zumbi", que contou com apresentações de dança, música, capoeira, além de barracas com produtos artesanais e comidas típicas.
O evento prosseguiu até o dia 21, sexta, com o debate "Consciência Negra: aprender na diversidade", às 16h30, e em seguida, a exibição às 20 horas, do longa metragem brasileiro "As Filhas do Vento" e Joel Zito de Araújo.
Quem foi ao Teatro Popular assistiu à apresentação do coral de funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que abriu a programação, seguida pelo Grupo de Capoeira Muzenza. Depois foi a vez do grupo de dança de afro da Instituição de Desenvolvimento e Educação de Niterói . O evento contou ainda com as apresentações do grupo de capoeira Arte Negra e do grupo de hip hop Rima Forte, o Jongo da Dona Sú (esposa do falecido mestre Darcy) . O dia terminou com uma roda de samba com o grupo Samba da Amendoeira e com o Araribloco fazendo com que Niterói encerrasse com a homenagem ao saudoso Luis Carlos da Vila: Valeu Zumbi.
O jornalista árabe Abd Ar Rachyd, que morou muitos anos na Argentina e há dois anos vive em Maricá, foi prestigiar o evento.
"Iniciativas como essa são importantes no mundo todo. Não podemos achar que não existe mais preconceito. Esse debate sobre a questão racial é fundamental para a cidadania e para o desenvolvimento humano", disse ele, que é especialista em política internacional e faz pesquisas sobre a África.
A artista plástica Monyca Kühl também foi conferir a programação junto com o filho Tiê, de 9 anos, e as sobrinhas Thayná Pereira, de 12, e Morgana Limeira, de 9. Para ela, atividades como essas contribuem para uma maior integração da sociedade.
"Não é só uma questão de valorizar determinada raça, mas sim de valorizar o Brasil todo, com suas diversas características culturais", ressaltou Monyca.
Outra que também aprovou os festejos em homenagem a Zumbi foi a dona-de-casa Cristina Vieira.
"Cheguei cedo pra não perder nenhuma atividade. Adorei o coral e a capoeira. Acho que a programação deveria ser a semana toda", contou, entusiasmada.
Um dos mestres de capoeira do Grupo Muzenza, Antônio Carlos Menezes, conhecido como Mestre Burguês, ressaltou a importância da participação da dança em eventos como o que foi realizado na cidade. "É uma forma de mostrarmos o espaço conquistado pela capoeira, que durante anos sofreu com o preconceito e hoje é reconhecida como patrimônio cultural brasileiro", enfatizou Burguês.
"Nossa luta agora é para conseguirmos a regulamentação profissional do mestre de capoeira", completou ele, que após a apresentação na cidade, seguiria para o Centro do Rio para tentar entregar uma cópia do projeto de lei sobre a regulamentação, ao presidente Lula, que estaria participando de um evento em homenagem ao Dia da Consciência Negra na cidade.
Entrada franca
A Ceppir órgão ligado à Prefeitura de Niterói, contou com o apoio da Seppir, Secretaria Municipal de Cultura, Fundação de Arte de Niterói e o Teatro Popular de Niterói. "É uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem e conversarem um pouco mais a cultura afro-brasileira", destacou o Coordenador Jorge Pereira da Silva.

Nenhum comentário: